3 de out de 2010

A entrevista.

Oi meus amores. Hoje vou falar só sobre a entrevista pra matar as curiosidades.
Bom, vou começar do início, óbvio. Um belo dia, eu estava conversando com a Betina (amiga da minha mãe que está morando em Dublin já fazem uns 3 anos), disse pra ela que eu estou procurando trabalhar como Au pair (au pair é tipo uma babá, a gente mora na casa da família e tem que cuidar das crianças, ganha por semana e não tem gastos com aluguel e comida, sendo que os finais de semana são "off", não precisa trabalhar). Então ela disse que conhecia um homem, que conhecia uma mulher que agencia Au pair. Ela deu meu número para esse homem e no mesmo dia de noite a mulher já me mandou uma mensagem, pedindo pra eu mandar um email pra ela com meu curriculo e depois preencher um questionário. Fiz tudo certinho, na sexta feira ela me mandou uma mensagem avisando que teria uma entrevista no sábado às 5 da tarde, e perguntou se eu estava afim. Claro que eu disse que sim, fiquei super animada. Dai ela mandou um email com o endereço da família e disse qual ônibus eu tinha que pegar. Só me avisou que a família tinha dois filhos. Convidei meus amigos pra ir nessa indiada, porque quem me conhece sabe que mais perdida que eu é impossível. Eu moro em Dublin 1 e a familia é de Dublin 18. De ônibus dá uns 45 min. Tranquilo, saimos de casa e estava começando a chover, colocamos capa de chuva e quando estávamos indo pra parada começou a chover tanto, e dar uma ventania do cão. O papel que eu tinha anotado o endereço tava todo molhado e se rasgando, tivemos que anotar no celular. Aqui as paradas dos ônibus são diferentes, não passa todos os ônibus na mesma parada, cada parada tem uma placa com o número dos ônibus que passam ali. O ônibus que a gente tinha que pegar era o 7. E nada de achar a parada do ônibus 7. Enquanto isso o vento e a chuva ficavam cada vez pior. Perguntamos para um senhor que vendia revistas e ele nos disse onde era a tal parada. Enfim entramos no ônibus, começamos a nos "pelar", tirar aquela capa de chuva toda enxarcada. Pedimos help de novo, para um senhor, ele nos explicou onde teríamos que descer. Ok, descemos na parada certa, próximo passo era achar a casa. Era um condomínio aberto com as casas todas iguais, mas se tu pensa em achar algum dia uma casa em Dublin pelo número, ESQUEÇA! Nada fica na ordem aqui, só pra vocês terem uma noção, aqui no prédio onde eu moro, a Egali tem 4 apês. No primeiro andar o apê 54, no segundo andar o 9 que é o meu, no terceiro andar o 81 e no quarto andar o 25. Bom, mas continuando, nada de achar a casa da tal família, o nº era 27, achamos uma ruela ali que tinha a casa nº 29, do lado a 28 e a do lado não tinha nº, então deduzimos que era 27. Parei na frente da casa, meus amigos ficaram na esquina, daí liguei para a mulher da família, disse que estava na frente da casa dela e ela disse que já estava indo abrir pra mim. Daqui um pouco ela me ligou de volta e disse que eu tava na casa errada. Pronto né, já começamos bem, dai a mulher começou a tentar explicar onde era a casa dela, e quem disse que eu tava entendendo? haha. Eu só ia dizendo "Yeah, yeah". Então disse que ia continuar procurando e qualquer coisa ligava pra ela de novo. Então quando eu consegui achar ela já estava ali na porta me esperando. Nikki, é o nome dela, uma pessoa maravilhosa. Ela é inglesa e o marido irlandês, eles tem dois filhos lindos, vocês não tem noção, crianças de filme sabe. A menina loira de olhos azuis lindos, ela deve ter uns 5 anos e o menino com olhos verdes tem 1 ano e meio. A mulher tem um sotaque maravilhoso, um inglês limpo, super fácil de entender. Ficamos conversando, ela me mostrou toda a casa, uma casa não muito grande, mas tinha várias peças, era bem distribuida. No último andar, que era tipo um sótão, seria o meu quarto, com cama de casal, TV e banheiro próprio. Muito legal. Saí da entrevista super animada. Liguei direto pro pai e contei tudo. Eu iria trabalhar de segunda à quinta, das 7:30 até as 17:00, e teria que sair correndo as 17h pra pegar o onibus e ir pra aula de noite. Sexta, sábado e domingo seriam meus dias de folga, onde eu pudia fazer o que quizesse, e nem precisava ficar ali com eles, se eu quizesse passar o final de semana no centro com os amigos, sem problemas.
Saí da entrevista e me encontrei com os guris, fomos para a parada. Enquanto estávamos ali, passou uns três rapazes meio suspeitos, pareciam "aqueles que agente não fala o nome" (mas nós aqui do apê chamamos de "moletonzinho"). Perguntaram se agente tinha cigarro, e seguiram a diante. Quando chegaram na esquina, um deles deu meia volta e estava voltando na nossa direção. Então como nós somos um mais "cagado" que o outro (estava eu, o Moah e o Fabrizio) saímos caminhando e entramos em um mini mercado. Compramos umas bolachas e voltamos para a parada. Perdemos o ônibus, mas aqui os ônibus são de 15 em 15 min, então não demorou pra chegar o próximo. Entramos no ônibus e subimos no 2º andar (sim, aqui os ônibus são de dois andares). Quando agente estava subindo, tinha uma menina falando no celular, mas MUITO ALTO, adivinha que nacionalidade ela era? Brasileira, que dúvida. Então sentamos perto e ficamos ouvindo a conversa. Ela foi falando, e dizendo que fez a entrevista e tal, na mesma família que eu tinha acabado de fazer. A mulher disse pra ela as mesmas coisas que tinha me dito (e eu tinha ficado me achando, hehehehe). Só que essa menina é formada em arquitetura e já morou na Itália. Ou seja, dessa vez não vai rolar. A Nikki ainda não me dispensou, porque mandou um email hoje pra mim, ressalvando algumas coisas sobre o emprego. Acho que durante essa semana ela decide. Além de nós duas, existem mais duas meninas que seriam entrevistadas depois. Na verdade, não sei realmente o que vale a pena. Imagina eu ter que ficar o dia inteiro com as crianças? Almoçando e jantando com uma família que não é a minha. Sei lá tb, porque falando 24h inglês, fica mais fácil de aprender. Resumindo, foi bom termos perdido o ônibus, porque eu escutei a conversa da menina e não fiquei tão empolgada pra não me decepcionar depois. Sim, fiquei desanimada horrores, mas graças a Deus, mesmo longe tenho minha família e o bixinho lindo que sempre me apoia. Sem falar no pessoal daqui, sempre me ajudando também.
Hoje fomos no Stephens Green, um parque da cidade. Não levei a máquina, desculpem. Por isso não vai ter nada novo pra postar. Queria contar sobre a entrevista mesmo.

 Ah, claro que eu não ia fazer um post sem pelo menos uma fotinho. Essa foto foi tirada pelo Moah, num dia qualquer da semana passada quando agente estava saindo da escola, voltando pra casa. Aqueles dois meninos atrás de mim são nossos colegas Mexicanos. Muito queridos, e a outra do lado deles é a Claudinha. Que já apareceu em outras fotos por aqui.
Bom, por hoje é isso pessoal. Desabafei um pouquinho com vocês.
Mil beijos... e amanhã começa tudo de novo. Vamos para a maratona.
Fuuui

3 comentários:

  1. Nossa, foi como um filme!
    Imaginei tudinho!...super bacana!
    Espero que dê certo a entrevista \o/
    Tu tem que conquistar as crianças também! (dica de quem trabalhou nove mêses em uma escolinha).
    Conversa sobre desenhos animados com eles, eles adoram!

    ^^
    bjooo Lya.

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  2. Ahh amei muito bom! Posta mais...

    Beijos Gabi Raupp

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  3. muito legal!
    tomara que tu consiga o trabalho.

    bjos e não desanima

    Carol

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